ALAGOA, MINAS GERAIS - Enquanto o tempo frio afasta os turistas das praias, as montanhas do Sul de Minas são destino certo pra quem gosta de uma paisagem meio europeia. Bem no alto de uma das principais delas, a Serra da Mantiqueira, a pequena cidade Alagoa (MG) é uma opção pra quem procura tranquilidade, natureza e a boa gastronomia mineira. As ruas estreitas por onde se adentra em Alagoa já revelam que são poucos os carros que por ali circulam. Nas calçadas, o movimento carrega um eterno ar de domingo. O barulho mais forte que se ouve é dos sinos da igreja marcando as horas. O visitante que por ali chega é logo seguido pelos olhares curiosos dos moradores da cidade. Não se chega de fora em Alagoa sem ser notado




CONHEÇA A CIDADE DE "ALAGOA", MINAS GERAIS, BRASIL
Enquanto o tempo frio afasta os turistas das praias, as montanhas do Sul de Minas são destino certo pra quem gosta de uma paisagem meio europeia. Bem no alto de uma das principais delas, a Serra da Mantiqueira, a pequena cidade Alagoa (MG) é uma opção pra quem procura tranquilidade, natureza e a boa gastronomia mineira. (G1.globo.com)
Alagoa, MG está localizada no alto da Serra da Mantiqueira e atrai por belezas naturais (Foto: Samantha Silva/G1)
PEQUENA CIDADE NO ALTO DA SERRA 
As ruas estreitas por onde se adentra em Alagoa já revelam que são poucos os carros que por ali circulam. Nas calçadas, o movimento carrega um eterno ar de domingo. O barulho mais forte que se ouve é dos sinos da igreja marcando as horas. O visitante que por ali chega é logo seguido pelos olhares curiosos dos moradores da cidade. Não se chega de fora em Alagoa sem ser notado. (Prefeitura Municipal / G1.globo.com
Vista parcial da cidade de Alagoa, MG
Vista parcial da cidade de Alagoa, MG (G1.globo.com)
A pequena cidade tem longa história pra ser contada. Começou lá no início de 1700 quando os bandeirantes saíam do Estado do Rio de Janeiro (que fica logo ali do lado) pra procurar ouro em Minas Gerais. Na região do município acharam uma lagoa de quase 3 km de extensão cheia do mineral dourado, e tanto levaram que a lagoa não existe mais, somente restou Alagoa. (Prefeitura Municipal / Jeremias Barros) 
Casarão da cidade de Alagoa, MG
Congregação Cristã do Brasil em Alagoa, MG (Prefeitura Municipal)
Seus pouco mais de 2,7 mil habitantes vivem em sua maioria da agropecuária e da produção de laticínios. Diz-se na cidade que não dá pra falar mal de ninguém, todo mundo é meio parente, e se não é aparentado, conhece o parente de alguém. Seus moradores são definidos por da onde vieram: seu Jair (filho) do Jaime, seu Osvaldinho do Osvaldo. (Prefeitura Municipal)
Campos da cidade de Alagoa,MG depois de uma geada (Julio Monteiro) 
Serra do Ouro em Alagoa, MG (Osvaldo Filho)
Túnel no bairro Garrafão (Sandro)
Rua da cidade de Alagoa, MG (Guia do Turismo Brasil)
A história do queijo parmesão de Alagoa foi passada por gerações e hoje se conta que há mais de 100 anos um italiano chamado Paschoal Poppa pisou em terras alagoenses. Ali achou semelhança com as terras da Itália onde se produzia o parmesão de Parma e resolveu fixar residência em Alagoa. A receita do queijo foi passada para o nativo Gumercindo Ferreira Pinto, e desde então, de pai pra filho, laticínio a laticínio, até os dias de hoje. (Prefeitura Municipal) 
Igreja de Nossa Senhora do Rosário em Alagoa, MG (Vicente A. Queiroz)
Chegando na cidade de Alagoa, MG (Osvaldo Filho)
Turistas se refrescando nas águas do rio em Alagoa, MG( Prefeitura Municipal)
Pousada Casarão na cidade de Alagoa, MG (Prefeitura Municipal)
QUEIJO QUE SE FAZ NA ROÇA EM ALAGOA, MG
Para chegar ao Condado, um dos bairros rurais de Alagoa, é preciso atravessar nove quilômetros contados da Igreja Matriz por um estreito caminho de terra serra acima. A propriedade de seu Jair Martins de Barros, um dos mais antigos produtores de queijo parmesão, se esconde no Alto da Serra do Condado, a pelo menos 1,6 mil metros de altitude. Sua vista é feita pelas serras azuis do Sul de Minas e as altas araucárias da Mantiqueira. (Prefeitura Municipal) 
Local de venda de queijo parmesão produzido em Alagoa, MG (Prefeitura Municipal)
Queijo Parmesão produzido em Alagoa, MG (G1.globo.com)
A visita é logo levada para a cozinha. Na mesa, são servidos os biscoitos assados no fogão à lenha, café de bule e uma peça de queijo parmesão maturado por 22 dias. Seu Jair logo explica que o queijo de Alagoa não é queijo igual à de nenhum outro lugar. “Vou falar pra você: pode ter 100 biscoitos, cada um tem um gosto. Igual queijo parmesão: pode ter 100 queijeiros, cada um faz queijo de um jeito, cada um tem um gosto.” (Prefeitura Municipal) 
Queijo Parmesão de Alagoa, MG (G1.globo.com)
A CIDADE DE ALAGOA, MG
A cidade faz parte do circuito turístico das Terras Altas da Mantiqueira e da Região do Caminho Velho da Estrada Real. Segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a região começou a ser povoada por volta do ano 1730 com a extração de ouro em Minas Gerais. O nome Alagoa tem origem na existência de uma grande lagoa onde hoje é a cidade, que foi esvaziada pelos bandeirantes para exploração de ouro e pedras preciosas. (G1.globo.com) 
Parcial da cidade de Alagoa, MG ao anoitecer (Viviana Siqueira)
Campos do Bairro Garrafão em Alagoa, MG depois de uma geada (Wanderson Siqueira)
Estar em Alagoa é quase uma viagem no tempo. A pequena cidade, com apenas cerca de 2,7 mil habitantes, preserva as características dos tradicionais municípios do interior de Minas Gerais. A principal fonte de renda dos moradores é a agropecuária, portanto é possível ouvir o barulho da natureza mesmo estando hospedado no Centro da cidade. (G1.globo.com) 
Venda na cidade de Alagoa, MG (Prefeitura Municipal)
Casarão fazenda da cidade de Alagoa, MG (Prefeitura Municipal)
Alagoa ainda está a 1,1 mil metros de altitude, o que faz com que a vista da Serra da Mantiqueira seja de tirar o fôlego. Mas um dos principais atrativos do município está na mesa da cozinha. A cidade é reconhecida por produzir o queijo artesanal de Alagoa, um tipo de parmesão com tradição de mais de 100 anos na cidade. Recentemente, uma loja aberta na cidade vende o queijo e outros produtos produzidos na região. (G1.globo.com) 
Vista parcial da cidade de Alagoa, MG (G1.globo.com)
Pra quem gosta de aproveitar um friozinho, Alagoa é um “prato cheio” no inverno. Pela altitude e localização na Mantiqueira, as temperaturas descem bastante no município entre os meses de maio até julho alcançando graus negativos. A geada na zona rural se torna comum nos dias mais gelados. Já no calor, a cidade tem dias quentes de verão que colaboram para passeios nas cachoeiras do município. (G1.globo.com) 
Alagoa está localizada no alto da Serra da Mantiqueira e atrai por belezas naturais (Foto: Samantha Silva/G1)
Marco da Estrada Real em Alagoa, MG (Prefeitura Municipal)
Vale do Quilombo em Alagoa, MG (Osvaldo Filho)
Pedra do segredo (Conhecida como Pedra do Juquinha) em Alagoa, MG (Cinthia Pinel)
BAIRRO GARRAFÃO EM ALAGOA, MG
O Bairro do Garrafão tem este nome devido uma lenda: deixaram um garrafão de ouro dentro de uma lagoa. Até hoje não encontraram o garrafão, mas tem um túnel cavado pelos escravos, o charco, o Pico do Santo Agostinho e muita beleza natural. (G1.globo.com) 
Charco no Bairro Garrafão em Alagoa, MG (Sérgio Mourão / Acervo ATAM)
QUEIJO DE ALAGOA, MG
Alagoa (MG) começa já no alto da Serra da Mantiqueira. Duas estradas levam ao município: a rodovia serpenteada por curvas fechadas que vem de Itamonte (MG) ou a curta via antiga de terra que liga o município a Aiuruoca (MG). A pequena cidade no Sul de Minas poderia continuar escondida por anos sem ser notada, se não fosse por um detalhe valioso: seus moradores guardam a receita centenária de um queijo parmesão que não existe em nenhum outro lugar. (G1.globo.com) 
Produtor de Queijo Parmesão na cidade de Alagoa, MG (G1.globo.com)
A fabricação é feita de modo artesanal e em pequena escala. No entanto, com o passar dos anos, a dificuldade de acesso ao município e o alto custo de produção têm dificultado que as famílias mantenham a tradição. Porém, mineiro é teimoso... e sempre arruma um jeitinho de continuar fazendo o que sabe fazer. (G1.globo.com) 
Produtor de Queijo Parmesão na cidade de Alagoa, MG (G1.globo.com)
Para falar do parmesão de Alagoa é preciso entender toda a configuração da pequena cidade, pois do silo que a vaca come ao fresco ar da alta serra, tudo interfere no sabor que chega à mesa. Os franceses já até inventaram um nome para isso: terroir. O termo, muito usado na produção de vinhos, se refere ao conjunto de características próprias de um lugar que fazem com que a produção ali seja única. A combinação da topografia, temperatura, solo, água, tudo tem como resultado um produto que jamais poderia ter o mesmo sabor se produzido em outro lugar. E assim os moradores de Alagoa reivindicam que parmesão alagoense só é de verdade mesmo se sair do tacho da cidade. (G1.globo.com) 
Sobrado do Século XVIII em Alagoa, MG (Prefeitura Municipal)
Pico de Santo Agostinho no bairro Garrafão em Alagoa, MG (Sérgio Mourão / Acervo ATAM)
Pousada em Alagoa, MG (Prefeitura Municipal)
Praça da cidade de Alagoa, MG (Akreka)
AS BELEZAS DA SERRA DE ALAGOA, MG
A cidade está inserida na Área de Preservação Ambiental Federal Serra da Mantiqueira e no Parque Estadual da Serra do Papagaio, portanto a paisagem é composta pelas araucárias típicas da região, pequenas propriedades rurais e atrativos naturais. (G1.globo.com) 
Pirâmide do Chorão em Alagoa, MG (Alberto Ortenblad)
Casa de fazenda em Alagoa, MG (G1.globo.com)
Fogueira da Festa de Nhá Chica em Alagoa, MG (Osvaldo Filho)
Para quem gosta de se aventurar em trilhas, o caminho que leva ao ponto mais alto do município é uma opção interessante. O Pico do Santo Agostinho, ou Pico do Garrafão, tem pouco mais de 2,3 mil metros de altitude, e segundo o IBGE, é a 29ª montanha mais alta do Brasil. Para fazer o percurso a pé, são 13,6 km da cidade até o pico. Lá de cima, é possível ter uma vista de 360 graus do horizonte, vislumbrando todo o complexo da Mantiqueira. (G1.globo.com) 
Corredeiras Itaoca em Alagoa, MG (Osvaldo Filho)
Entorno da cidade de Alagoa, MG (Sérgio Mourão / Acervo ATAM)
Outros pontos que ficam no entorno do município é o Pico da Mitra do Bispo, entre Alagoa e Bocaina de Minas (MG), com cerca de 2,1 mil metros de altitude, e a Serra do Condado. Nesta última, com cerca de 1,8 mil metros de altitude, há uma rampa para saltos de paraglider e asa-delta a cerca de 15 km da cidade. (G1.globo.com) 
Pico do Chorão em Alagoa, MG (Osvaldo Filho)
Já quem quiser aproveitar as águas da Mantiqueira, há várias opções de cachoeiras no município. Uma das mais populares é a Cachoeira do Zé Pena, que fica a cerca de 6 km do Centro da cidade. Há piscinas naturais e um “escorregador” natural no local. Outra opção bem próxima da cidade são as Corredeiras do Itaoca, em que é possível praticar “bóiacross”. O local fica a cerca de 5 km da cidade. (G1.globo.com) 
Araucárias no entorno da cidade de Alagoa, MG (Sérgio Mourão / Acervo ATAM)
O QUEIJO ALAGOENSE 
Mas o maior “tesouro” alagoense pode ser encontrado fartamente nas cozinhas de Alagoa. A cidade é conhecida por produzir o centenário queijo artesanal de Alagoa, uma espécie de parmesão único que não pode ser produzido em outro lugar. (G1.globo.com) 
Centenário queijo artesanal de Alagoa é vendido no Centro da cidade de Alagoa, MG (Foto: Samantha Silva/G1/Queijo D'Alagoa/Divulgação)
A origem da produção está em imigrantes italianos que foram morar na cidade. A região seria parecida com a da Itália onde é produzido o parmesão de Parma, e consequentemente, a produção foi possível em versão alagoense. O terroir da cidade, que soma a altura da serra, o silo que a vaca come – que consequentemente interfere no sabor do leite, a temperatura, a água da mina, tudo influencia no sabor único do queijo artesanal de Alagoa. (G1.globo.com) 
Lagoa e Pico de Santo Agostinho no bairro Garrafão em Alagoa, MG (Sérgio Mourão / Acervo ATAM
A cultura do queijo também se mistura à cultura da cidade. Esse era um dos alimentos que os tropeiros de antigamente transportavam para vender fora da cidade. Muitos produtores rurais tradicionais ainda conservam o modo artesanal de fazer o queijo de Alagoa, que foi certificado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA). (G1.globo.com) 
Festa de Nhá Chica em Alagoa, MG (Mara)
O produto, que é vendido em diversos tamanhos e estágios de maturação, pode ser adquirido pela internet, mas recentemente, uma loja aberta no Centro da cidade também vende o queijo. Outros produtos da região também podem ser adquiridos no local, como azeite extra-virgem, broas, biscoitos de polvilho e farinha de moinho. A loja fica na Rua José Luiz de Siqueira, 352, e só abre nos fins de semana, das 10h às 18h no sábado e das 10h às 13h no domingo. (G1.globo.com) 
Natureza protegida da Serra da Mantiqueira está presente em todos os lados de Alagoa, MG (Foto: Samantha Silva/G1)
RELIGIOSIDADE E HISTÓRIA EM ALAGOA, MG
Quem gosta de misturar turismo e história, pode explorar a rota antiga de extração de ouro no município. Um dos pontos a ser visitado é o bairro do Garrafão, que segundo informações da prefeitura, tem esse nome pela lenda de que um garrafão de ouro foi enterrado dentro da antiga lagoa da cidade. O garrafão nunca foi encontrado, mas é possível visitar o Túnel do Garrafão, escavado na rocha por escravos, no século XVII, com aproximadamente 500 metros de extensão. (G1.globo.com) 
Paisagem e clima rural atraem turistas que procuram sossego em Alagoa, MG (Foto: Samantha Silva/G1)
Quem gosta de uma boa prosa mineira, também pode conversar com alguns moradores antigos da cidade que trabalharam como tropeiros. Antes que a estrada que liga Alagoa a Itamonte fosse aberta, a atividade era um dos meios de transporte de mercadorias mais usados no município. (G1.globo.com) 
História da corrida do ouro e dos antigos tropeiros atrai turistas para Alagoa, MG (Foto: Samantha Silva/G1)
Os católicos podem visitar em Alagoa a primeira igreja de Nhá Chica, beata da cidade vizinha Baependi (MG). O templo foi erguido por um morador de Alagoa em 1961 após ele ter sido curado de um câncer por intercessão de Nhá Chica. Todos os anos, em junho, uma festa também é realizada na cidade celebrando o nascimento da beata. (G1.globo.com) 
As Corredeiras do Itaoca ficam a cerca de 5 km da cidade de Alagoa, MG (Foto: Samantha Silva/G1)
A cidade também faz parte do Caminho dos Anjos, percurso de peregrinação com 231 km de extensão que passa por sete cidades do Sul de Minas: Passa Quatro, Itamonte, Alagoa, Aiuruoca, Baependi, Caxambu e São Lourenço. (G1.globo.com) 
Turistas podem aproveitar as piscinas naturais nas cachoeiras de Alagoa, MG (Foto: Samantha Silva/G1)
HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO EM ALAGOA, MG
A cidade tem duas pousadas e uma hospedaria no Centro da cidade, as outras opções ficam na zona rural. Na cidade, as pousadas oferecem estrutura completa e simples com preços que variam de cerca de R$ 40 a R$ 75 a diária. (G1.globo.com) 
Primeira igreja construída para beata de Baependi, Nhá Chica, pode ser visitada em Alagoa, MG (Foto: Arquivo Paróquia Rosário)
Na zona rural, há cinco pousadas no município de Alagoa. As hospedagens oferecem alguns atrativos como pensão completa, piscinas naturais, áreas para camping, chalés e comida mineira. As diárias variam de R$ 75 a R$ 250. O blog de turismo da cidade tem informações de hospedagem. 
Alagoa não dispõe de muitos restaurantes, mas há opções para quem gosta da comida mineira caseira. A maioria está localizada na área central da cidade e os preços são bem acessíveis. (G1.globo.com) 
Vista parcial de Alagoa, MG (Prefeitura Municipal)
COMO CHEGAR EM ALAGOA, MG
De Belo Horizonte (MG), o trajeto mais curto é pela BR-040 e BR-267, somando cerca de 430 km. Quem preferir também pode seguir pela Rodovia Fernão Dias e BR-267, fazendo o caminho por Aiuruoca (MG), por cerca de 450 km. 
De São Paulo (SP), o principal caminho é pela BR-116, somando 307 km até Alagoa. Quem quiser sair pela Rodovia Governador Carvalho Pinto e pegar a BR-116, o trajeto aumenta 10 km, somando 317 km. 
Do Rio de Janeiro (RJ), capital mais próxima da cidade, o caminho é feito pela BR-116 somando 274 km. (G1.globo.com) 
Entorno da cidade de Alagoa, MG (Facebook)
Quem entra na cidade pela estrada de Itamonte (MG), a LMG-881, a rodovia já é asfaltada, mas um trecho inacabado da estrada, de cerca de 6 km, segue sem asfalto. Em dias de chuva, veículos sem tração adequada podem ter dificuldades para subir a serra. Quem segue para Alagoa por Aiuruoca pega estrada de terra até lá, que apesar das boas condições, também pode ser difícil em época de chuvas. (G1.globo.com) 
Estrada que liga a cidade de Itamonte, MG à cidade de Alagoa, MG (Mucoide)
Código do Município - 3101300 
Gentílico - alagoense 
Prefeito 2017 / JULIANO DINIZ DE OLIVEIRA 
População estimada [2017] - 2.752 pessoas 
População no último censo [2010] - 2.709 pessoas 
Densidade demográfica [2010] - 16,79 hab/km² 
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2015] - 2 salários mínimos 
Pessoal ocupado [2015] - 390 pessoas 
População ocupada [2015] - 14,1 % 
Área da unidade territorial [2016] - 161,356 km² 
Esgotamento sanitário adequado [2010] - 50,5 % 
Arborização de vias públicas [2010] - 65,2 % 
Urbanização de vias públicas [2010] - 58 % 
HISTÓRIA DA CIDADE DE ALAGOA, MINAS GERAIS
História 
Alagoa Minas Gerais - MG 
Histórico 
A Região onde se localiza o município, foi primitivamente habitada pelos índios Cataguás (ou Cataguases), dos quais foram encontrados vestígios. Sendo o território rico em ouro e pedras preciosas, sertanistas que por aí passavam acabaram se fixando, e por volta do ano de 1730, Simão da Cunha Gago e o padre Joaquim Mendes de Carvalho fundaram uma povoação e construíram uma capela, filial da Matriz de Aiuruoca. Iniciava-se a implantação do núcleo de Alagoas. 
Em 1752, foi levantada uma igreja construída por escravos, e seis anos depois, o local era elevado a Curato. A freguesia surgiu 1855, de um abaixo-assinado encaminhado à Assembléia Provincial que indicava a existência de 4.000 pessoas no curato e mais de 50 casas no arraial. Dentre esses moradores citam-se: Antônio Alcântara Guimarães, Joaquim Nogueira, Guarda-Mor Bento Chaves, Antônio Avelar Almeida, José Dias Carvalho e sua esposa Maria Luiza Mendes, o primeiro vigário, Padre Joaquim Inácio de Melo, o farmacêutico Cel. Porfírio Mendes e outros. 
A mineração iniciou-se e a atividade agropecuária deu sequência ao desenvolvimento da localidade. 
O topônimo deve-se à existência de uma grande lagoa, esvaziada pelos bandeirantes, para exploração de ouro e pedras preciosas. Para escoamento da água, foi aberto um canal em uma pedra, conhecida como “pedra furada”. 
Gentílico: alagoense 
ESTA EH A BANDEIRA DA CIDADE DE ALAGOA, MINAS GERAIS
ESTE EH O BRASÃO DO MUNICÍPIO DE ALAGOA, MINAS GERAIS

ALAGOA POSSUEM INÚMEROS ATRATIVOS NATURAIS E ESTÁ DESCOBRINDO SUA VOCAÇÃO PARA O TURISMO ECOLÓGICO 
Ao topo do Circuito das Terras Altas da Mantiqueira e faz parte da Estrada Real, localizada entre as montanhas da Serra da Mantiqueira ao Sul de Minas Gerais, entre os municípios de Aiuruoca e Itamonte. Cidade pacata, porém muito movimentada durante os festejos da Semana Santa, Torneio Leiteiro, Expo Alagoa, Nhá Chica, Natal e Réveillon, épocas que os alagoenses que residem em outras cidades retornam para a cidade. Tem grande potencial turístico, que está sendo desenvolvido e estruturado pela Secretaria Municipal de Turismo. Tem duas estações: o tempo das águas e o tempo da seca. No mês de maio e junho, o clima é idêntico ao europeu. Faz muito frio nestas épocas, chegando a gear. Os atrativos, que vão das cachoeiras de águas cristalinas até picos de grande altitude, são ideais para pessoas que buscam descobrir e conhecer lugares novos e de pouco movimento. Pequena e tranquila, a cidade preserva nos seus costumes, culinária, tradições, festividades e arquitetura colonial a cultura do homem do campo do Sul de Minas Gerais, essas tradições têm como representante maior a produção artesanal do queijo parmesão considerado por muitos o melhor do Brasil. Pontos Turísticos: Cachoeira do Zé Pena, Corredeiras da Itaoca, Cachoeira das Borboletas, Cachoeira do Quilombo, Cachoeira do Itacolomy, Cachoeira do Funil, Cachoeira do Facão, Cachoeira do Paiolinho, Pico Santo Agostinho (mais de 2.400m de altitude), Pico do Rio Acima, Pedra do Morro e a Pedra da Campina. Pousadas e Restaurantes, além de hospedagem e gastronomia, o destaque é pela tradicional comida mineira. (Guia do Turismo Brasil. Com)
As Corredeiras do Itaoca ficam a cerca de 5 km da cidade de Alagoa, MG (Foto: Samantha Silva/G1)

VALEU PELA VISITA - SEMPRE VOLTE


Fonte / Fotos = IBGE / Thymonthy Becker / Governo de Alagoa, MG / Wikipédia / G1.globo.com / guiadoturismobrasil.com)

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